O que é bom? O que é ruim? Alguém sabe?


Lembra daquilo que, no passado, você desejou e lutou, porque aos seus olhos lhe parecia bom? E hoje, ao avaliar, você reconhece que se revelou um ‘mal’? Recorda também do que perdeu e sofreu, mas hoje, ao olhar para trás você entende que foi o ‘melhor’ que poderia ter lhe acontecido?

Nessa vida já chamei muitas coisas de ‘ruins’, mas que ao final se revelaram boas. E também já me decepcionei com o que antes chamara de ‘bom’.

É o que o Pregador disse há mais de 2.400 anos: “De fato, como é que podemos saber o que é melhor para nós nesta vida de ilusões, vida que passa como uma sombra?” (Ec 6.12).


O que é “bom”? O que é “ruim”?

Passar pelo vale da sombra da morte, acidente, ou doença quase fatal, não são coisas que propriamente chamamos de ‘boas’. Mas algo tremendo pode desabrochar numa existência a partir daí: um perdão, uma nova postura, um olhar diferente sobre a vida...

Um dia haveremos de compreender que os “nãos” recebidos se mostraram mais importantes para forjar o nosso caráter que os “sins”.

Porém, hoje, o pensamento corrente para a maioria dos cristãos é assim: Se você ganhou, venceu, ou conquistou, é porque Deus está no negócio... Mas, se perdeu, sofreu, ou foi preterido, é porque “Ele não está”. Não se apercebem que se trata do mesmo Deus de amor que algumas vezes pode nos dizer: “Sim, e tem muito mais”.... Mas, outras vezes: “Não! Eu te amo muito”.

Reveses, derrotas e fracassos, farão parte do ensinamento divino. Algumas das grandes provas do amor que Deus tem por mim foram através de seus “nãos”.

Se desde a nossa conversão não tivéssemos problemas ou dificuldades, e tudo o que desejássemos fosse alcançado, nenhum cristão atingiria a maturidade, mas permaneceria preso a um infantilismo crônico e correndo atrás de mensagens triunfalistas para não se sentir infeliz.

A epístola de Tiago fala de ser “motivo de toda alegria o passar por provação” (Tg 1.2). Não significa ficar feliz “com” a provação em si, mas saber continuar caminhando “apesar” dela.

Provas purificam a fé. Ajudam a amadurecer. Desenvolvem a paciência e a dependência do Eterno. A mais preciosa pérola só pode ser produzida pela ostra se houver nela um incessante ‘incômodo’...

É preciso confessar: “Senhor, não sei o que é bom para mim”. Foi o que eu aprendi com Blaise Pascal, que um dia orou assim: “Não rogo por saúde nem por doença, vida ou morte, mas que possa usar minha saúde e minha doença, minha vida e minha morte em Tua glória. Somente Tu sabes o que me é conveniente”.

Nos caminhos de Jesus não haverá garantias de que tudo o que nos acontecerá será ‘bom’ aos nossos olhos. Ao contrário, nos caminhos do Senhor sobrarão sentimentos de perplexidade. A única garantia dada está no poder Daquele que pode transformar até mesmo as ‘coisas ruins’ em ‘coisas boas’.

Viver pela fé é reconhecer que, de alguma forma, Deus está atuando. E nada neste mundo, nem as coisas ruins poderão nos separar de seu amor.

Se alguma coisa hoje está lhe acontecendo, e não te agrada, tenha um pouco de paciência e espere para ver o que resultará... E enquanto espera, não exagere a sua dor. Ele está cuidando de você. Daniel Rocha Pastor na IM Central em Santo André

#colunistas #Daniel #tempo

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