Previsão do tempo: “o amor esfriará”


Nesses dias frios, os nossos olhos estão na previsão meteorológica: Nova frente fria? Uma massa polar se aproxima? Pode gear? Vai chover?
A meteorologia é uma ciência que estuda a atmosfera terrestre e tem como foco a previsão do tempo. Porém, como o próprio nome diz, “previsão” sempre terá um fator de incerteza. Porém, se ‘previsões’ são incertas, a profecia que Jesus deixou para o nosso tempo, não falha: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12).
Cada vez mais os homens se tornarão egoístas, buscarão somente os seus próprios interesses, se importarão somente consigo mesmos, e a expressão de suas afeições será cada vez mais restrita aos de sua família, aos de seu sangue, ou somente a seu grupo de fé.
Vivemos tempos em que cada vez mais esfriará o interesse pelo próximo, pelo ‘estrangeiro’, pelo ‘diferente’...
Justamente aquilo que o Evangelho apregoava como sendo ‘marcas’ santas do povo de Deus, está desaparecendo rapidamente.
O apóstolo Paulo nos previne dos “tempos difíceis que sobrevirão nos últimos dias”, onde os homens serão egoístas, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, caluniadores, ingratos, irreverentes, e... desafeiçoados (1Tm 3.1-5). Creio que esta seja justamente a característica mais marcante de nosso tempo: a desafeição, o desamor...
E quando o amor vai embora, a fé também vai. Nesse sentido, o Mestre nos deixou uma pergunta profética: “Quando voltar o Filho do homem, encontrará, porventura, fé na Terra?” (Lc 18.8).
Não encontrará. Os fins dos tempos não trarão um “avivamento”, como muitos imaginam. Ao contrário, o esfriamento e desvirtuamento da fé haverão de propiciar o aparecimento do “iníquo”, segundo a “eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (2Ts 2.9). Essas coisas, porém, não ocorrerão “sem que primeiro venha a apostasia” (2Ts 2.3).
Habitamos um mundo frio e inóspito, que não se importa. O planeta aqueceu. E a fé está derretendo.
O que impera nestes tempos na Igreja de Cristo não é mais a fé centrada em Cristo da comunidade primitiva, mas a superstição, a credulidade, e o misticismo... E “ser crédulo é ser ingênuo, desprovido de qualquer avaliação crítica e discernimento” (John Stott).
A primeira consequência é o abandono das verdades bíblicas. E a Palavra deixou de ser a normativa de fé e de vida.No passado, um cristão normal era facilmente reconhecido por ser fiel no procedimento, no amor, na fé, na ética, na pureza... Hoje, as coisas mudaram. Mas mantenha a esperança: aqueles que perseverarem e ficarem firmes na fé até o fim, estes serão salvos.
“O amor se esfriará”. O tempo também continuará frio. Coloque um agasalho, e reúna-se àqueles que mantêm os seus corações aquecidos pelo Espírito. E como os primeiros cristãos, entoe aquelas palavras que estavam sempre em seus lábios ...
Maranata! Vem, Senhor Jesus! Daniel Rocha Pastor na IM Central em Santo André





















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