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De onde brota a esperança?

16 de fev. de 2017
2 min de leitura

Toda manhã após a leitura do no Cenáculo, passo os olhos no jornal online. Essa manhã, procurando uma inspiração para o texto de hoje, me decepcionei novamente com as notícias que revelam tempos de inseguranças, violências, individualismo e por aí vão muitas outras situações. Os relatos giram em torno de situações que por alguns segundos parecem minar a fé e esperança de tempos melhores. Não quero dar uma conotação de pessimismo, mas as palavras saltam à minha frente: corrupção, armamento, denúncias, protesto, fome, roubo, desespero, criança, choro, má habitação, preconceito, contrabando, muros, barreiras, machismo, entre tantas outras.



Por um momento pergunto a mim mesma e a Ele: E agora? O que escrever? Qual a inspiração para reiniciar a coluna de amanhã? No canto da mesa encontro algumas palavras de Mário Sergio Cortela: Algumas atitudes essenciais para uma (re) invenção dos sentidos da Escola e as práticas pedagógicas... Ao me debruçar na leitura, percebi que essas atitudes permeiam um universo muito maior que o “espaço escola”, trata-se de atitudes para reinventar a vida, ou melhor, uma vida com compromisso.


A primeira delas, refere-se à capacidade de estar permeável para o aprendizado contínuo. Somos seres inacabados. Temos que nos dispor a aprender continuamente. Cada dia uma aprendizagem. Cada dia uma história diferente, com uma página da vida escrita de uma maneira. “Vida é um processo, e processo é contínuo”, nos lembra Cortela.


E agora? O que aprendo com tais situações em que homens e mulheres promovem injustiças e mortes? Como entender a justiça tão desejável? Tão inatingível? Minhas mãos seguram meu queixo, como quem perdida a procura de uma resposta. Vem à mente uma aula que tive lá pelo ano de 2004. Entre algumas descobertas do pensamento do teólogo Paul Tillich uma me ajudou no complexo sentido de justiça: o amor. Não há justiça sem amor Justiça sem amor é vingança.


De repente a esperança surge. Fecho os olhos e imagino as manchetes dos jornais de amanhã. Percebo que não posso mudar muitas coisas, mas posso continuar exercendo meus atos com amor. Lembro-me que a questão de justiça é um aprendizado contínuo. Somado a tantas gratidões a Deus, coloco especialmente nessa manhã a sensibilidade que Ele concede. Oro por tantas questões que para mim parecem inatingíveis, mas na certeza que Ele as conhece muito bem. Percebo que Deus renova a fé, esperança e amor. Um não caminha sem o outro.


Na próxima semana, aprenderei um pouco mais sobre a segunda atitude...


Até lá! Abraço fraterno.


Patrícia Marques Pastora na IM em Santana

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