O EXEMPLO DA HONESTIDADE EM SAMUEL


Ronaldo

“Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o Senhor e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei.” I Samuel 12:3.

 

Ao obedecer a Deus e entregar o governo do povo para Saul, Samuel faz um sermão de despedida no qual apresenta um balanço de sua vida pública e privada, com muita transparência, equilíbrio e coerência – qualidades que fazem falta a muitos governantes, legisladores, juízes e outros líderes no Brasil de hoje.


Samuel começou cedo a servir e continuou por muito tempo assim – I Samuel 12:2. Cresceu, criou família e envelheceu no serviço, como profeta e juiz, governante diretamente orientado pelo Espírito.


Na transmissão das responsabilidades do cargo, que também revelava um momento de crise no qual Israel escolheu se assemelhar a outras nações, Samuel busca preservar sua própria reputação.


Ante eventuais suspeitas, fez questão de registrar que não era por qualquer iniquidade em suas mãos que deixava o poder.


Ele nunca havia defraudado aqueles com quem tratava, nem oprimia quem estava sob seu poder.


Ele nunca tomara subornos para perverter a justiça e nem julgou uma causa contra sua consciência.


Samuel invoca aqueles que o desprezassem ou tivessem alguma acusação contra ele que testemunhassem sobre sua conduta. Incluiu Deus e o próprio Saul como testemunhas.

Esse tipo de atitude pode parecer ingênua ou facilmente exequível por qualquer hipócrita hoje em dia. Porém, quem quer que seja que assuma um cargo público e se coloca num local de privilegiado poder, desde o menor até o maior, deve responder aos homens e a Deus pelos seus atos.


Gente morrendo nos corredores de hospitais são frutos da ganância corrupta de alguns.


Gente sendo assassinada nas ruas e nas prisões são vítimas de um sistema que exclui, maltrata e se torna indiferente ao valor da vida humana, atos comuns entre os mais ricos que passam a considerar os pobres como merecedores de seu destino.


Animais, florestas e rios sendo exterminados são reflexos de governos e sociedades que não merecem as bênçãos da vida concedidas por Deus, que tratam a natureza com a mesma marca da maldade que levam a todos os seus relacionamentos.


Movimentos religiosos que pregam a morte, enaltecem corruptos e se misturam às malvadezas do mundo são guiados por homens e mulheres que se contaminaram, tendo apenas a aparência estética e não vivenciado a real conversão ao cristianismo.


O momento do Brasil pede muita oração, paciência e indignação para que Deus se mova sobre a nação e nos direcione sobre quais arenas devemos entrar, para denunciar e mudar a realidade ao nosso redor.


Que tenhamos mais dirigentes como Samuel. E que sejamos nós também como ele em todas as áreas de nossa vida. Amém.


Texto base: I Samuel 12:1-5.

Luciano Sathler Professor de Escola Dominical Membro na IM Central em Santo André

#colunistas #Luciano

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