Quem me mostra a estrela que eu quero e vou seguir!


Patrícia

Antes perdidos,


O encontro dos Magos do Oriente com a estrela registrou o percurso do caminho do nascimento do Menino nascido em Belém. A noite escura e possivelmente silenciosa foi inundada pela alegria do encontro com o Menino- Messias. Aquela noite seria diferente para todos eles. A profecia se cumpria: “... eis que a estrela que tinham visto no seu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, os magos, revendo a estrela, alegraram-se imensamente. (Mt 2.9).


Foi bem perto de Aquidauana, município do estado do Mato Grosso do Sul, em uma viagem que fizemos certa vez, que meu pai desligou o farol do carro e o breu da noite foi interrompido pelo aparecimento de centenas de vaga-lumes. A noite mais estrelada e linda que vi foi as margens do rio que dá nome a cidade. Parecia que meu pai sabia que ali os vaga-lumes tinham um encontro marcado naquela noite com a gente. De lá pra cá muito tempo se passou. Aqui no Estado de São Paulo não vemos muitos vagalumes, ou pirilampos como também são conhecidos.


Por falar em pirilampos, lembro-me de algumas aulas na Faculdade de Teologia, professores Rui Josgrisberg e Luiz Carlos Ramos. Eles nos falaram:

Diz o texto bíblico que a glória do Senhor brilhou ao redor dos pastores. Brilhar ao redor, em grego, é perielampsen, de onde vem a nossa palavra “pirilampo”.

Podemos imaginar, então, que a monotonia das noites daqueles pastores foi quebrada, de repente, por uma infinidade de vaga-lumes que piscavam, brilhavam e voavam ao redor deles: era sinal da glória de Deus entre os humanos.

O Natal é isso: o céu invadindo a terra!

Deve ser esta a origem dos pisca-piscas que se usam para ornamentar as árvores de Natal. A luz que brilha no meio da noite anunciando:

“O povo, que andava nas trevas, viu surgir uma grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2).

Assim como no céu de Belém a estrela indicou o caminho aos magos, nós temos algumas pessoas que nos apontam caminhos de paz e tranquilidade. Caminhos que nos levam ao encontro com o Menino-Salvador. Não foi só naquela noite que meu pai me mostrou um pouco da natureza e do amor de Deus por nós. Foi ele que me levou pela primeira vez a uma igreja. Foi na Igreja Presbiteriana do Jardim Augusta, na cidade de São José dos Campos, quando eu tinha apenas cinco anos, que levantei a minha mão (então mãozinha) na hora do “apelo” e aceitei caminhar com Jesus. Há momentos também que os caminhos parecem sombrios, escuros, mas certamente sei que há muitos amigas/os-irmãs/os que me mostram a estrela que eu quero e vou seguir! Por Ele nunca desistir, ainda que esteja difícil.

Que tal convidar um dos pirilampos do Senhor para um café? Um chá? Um momento de risadas, contos, lembranças? Isso também é a sinalização do Reino de Deus.

Patrícia Marques Pastora na IM em Santana

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